terça-feira, 31 de maio de 2011

toxinas

ligo a TV
aquela amiga fiel
que paguei em 12 vezes
com assistência estendida

enquanto durarem os programas
superpopulares
de sábado à tarde

a tela é quadrada
como a janela da sala
com grades

mas tudo que nela passa
desce redondo
mas nada fica
nem as lindas e chocantes
assimetrias

ariel

Um comentário:

Ciro Hamen disse...

Ótimo poema!

abraços!